Férias.


Ontem foi um domingo, e, como todo domingo, foi um dia sem muito o que fazer. Fiquei em casa, ouvi música, assisti tv, vi filme e li um livro. Quando dei por mim não tinha usado o computador e, para ser sincera, não senti a menor vontade de usá-lo. Antes eu acordava e já estava o ligando, mas ontem quando fui dormi percebi que nem ao menos olhei para ele. Decidi então tirar ‘férias’ disso. Já estava me entediando.
Acontece que não entrar com tanta freqüência na internet é a mesma coisa que ficar incomunicável, já que a maioria dos meus amigos se comunica por ela.
Não posso deixar de concordar que ultimamente eu não tenho feito muita coisa de interessante. Fico a maior parte do tempo sozinha. Não digo sozinha no sentido de pessoa solitária, triste com o mundo. Digo sozinha no sentido de ter apenas a minha companhia e gostar disso. Muitas pessoas viajam para outros lugares a fim de não só se divertirem, mas também querendo colocar a cabeça ‘em ordem’, pensar em resoluções para o ano que chegou agora. Como não tive a oportunidade de sair daqui, estou tentando fazer o mesmo do meu jeito, como eu posso.
Pensando sobre o que eu disse a pouco sobre estar sozinha, me lembrei de algo interessante. A verdade é que ano passado houve épocas em que eu me sentia muito mais sozinha estando com muitas pessoas ao meu redor do que agora. Porque antes estar assim era angustiante. Sabia que havia alguém ali, mas era como se ele não existisse, mesmo quando necessitava de sua ajuda. Hoje não tenho muitas companhias, mas em compensação, não estou precisando de ninguém, só preciso de mim, das minhas músicas, meus livros, meus pensamentos. E isso, por enquanto, me satisfaz.
É obvio que eu sinto saudades dos meus amigos, que suas companhias me fazem um bem enorme. Mas acontece que tem um tempão que eu estou precisando de ‘um tempo para mim’, porém, era praticamente impossível, já que eu estava tendo aula e em uma rotina escolar esse ‘tempo’ não existe. Bom, mas eu tentei mesmo assim e não consegui, por isso acabei muitas vezes descontando meus problemas nos outros, fui grossa, chata, temperamental com muitas pessoas (de coração, minhas mais sinceras desculpas, meu objetivo nunca foi magoar ninguém, se algum dia o fiz, me desculpem). De repente, percebo que agora é o momento certo para eu cuidar de mim. A pessoa egocêntrica que eu nunca fui, que permaneceu calada toda a minha vida, resolveu aparecer e me ter só para ela.
Hoje, eu só queria a compreensão dos meus amigos para não me julgarem ou questionarem meu amor por eles. Felizmente eu sei quem eles são e quem se importa comigo, já não tenho mais aquela necessidade de ter que ouvir de alguém o quanto gosta de mim para me sentir amada, espero que eles também sejam assim, pois os amo demais, mesmo que as vezes eu não fale ou demonstre. Acontece que eu preciso pegar um pouco desse amor em abundancia e transporta-lo para mim. Estou precisando do tal amor próprio. Sinto a falta dos amigos, mas a falta que eu sinto de mim mesma ganha de qualquer um (são 17 anos)!
- Boas Férias !