Rótulos Invisíveis.

Numa pesquisa de opinião, a estudante Clara Machado, 19 anos, foi questionada sobre suas preferências culinárias. O objetivo era saber se ela aprovaria ou não um restaurante japonês no bairro. “Odeio comida japonesa! Comer peixe cru? Credo!” – disse ela. O entrevistador então perguntou: “Mas você já experimentou este tipo de comida?”, ela disse que não. Tudo bem. Seis meses depois, Clara havia sido convidada para um jantar. Adivinha onde? No tal restaurante japonês que acabou sendo inaugurado. Ironia do destino ou não, ela adorou tudo que tinha lá, e depois desse dia passou a dizer que comida japonesa era sua preferida.
Sabemos que julgar aquilo que não conhecemos é bastante comum, mas deveríamos também saber que esse tipo de atitude é muito errada. Como dizer que odeia um lugar que nunca freqüentou? Como não gostar de uma comida que nunca comeu? Como detestar fazer algo que nunca fez?
As pessoas compram idéias prontas, criam conceitos errados e por causa disso acabam não conhecendo a verdadeira realidade de muitas coisas. Simplesmente odeiam algo, mesmo sem ter o conhecido, e ponto.
O pior é que essa mania de julgar o desconhecido é muito mais intensa entre os homens. O tal do preconceito não existe só entre raças. Ele está presente em todo tipo de julgamento antecipado de um individuo. Tenho certeza de que todo mundo tem um amigo que achava insuportável antes de realmente conhecer ou, então, odeia alguém que aparentava ser super legal. As aparências enganam – e muito!- e elas, às vezes, nos faz ser bastante injustos.
É difícil entender o que passa em nossas mentes quando “não vamos com a cara” das pessoas, são muitas aquelas que deixamos de conhecer por julga-las esquisitas ou chatas.
Rótulos deveriam existir apenas em produtos, em pessoas jamais. Conhecer alguém antes de rotula-lo é fundamental. Desprezar ou odiar os outros de graça é muito desperdício. Sentimentos ruins devem ser evitados.
Então, faça um esforço, converse com as pessoas, as conheça antes de dizer o que quer que seja sobre elas. Afinal, ser legal ou não depende muito do ponto de vista.