Sempre tive medo do novo. Nunca soube me abrir para novas possibilidades, lugares e pessoas. Não me arriscava, afinal, ir rumo ao desconhecido poderia ou não ser um bom caminho. Preferia voltar a um lugar que eu já havia ido antes a conhecer outro ambiente, tudo para não correr o risco de não gostar. Os amigos também eram sempre os mesmos, era melhor não fazer novas amizades, assim, diminuiria as decepções e o número de perdas no futuro.
Jamais trocaria aquilo que já conhecia pelo que eu ainda poderia conhecer.
Acontece que a gente muda. Muitas vezes não porque queremos, mas por pura necessidade. Dessa forma, depois de um tempo, percebi o quanto estava errada ao pensar que as coisas deveriam permanecer sempre as mesmas. O mundo está numa constante mudança e seria simplesmente impossível querer que tudo permanecesse do mesmo jeito sempre.
Foi então que comecei a rever todos os meus conceitos e sem perceber me vi sem medo de trocar o certo pelo duvidoso, pelo contrário, busquei incansavelmente o novo. Me arriscando mesmo, ligando o “foda-se” e sendo feliz. Conhecendo novas pessoas e lugares, criando novos laços, idéias e conceitos. Desejando e vivendo diferentes momentos e outros tipos de aventuras. A novidade deixou de ser um tabu.
Por exemplo, antes, eu fazia parte de uma turma que idolatrava, achava que ela era perfeita e que os meus amigos eram os melhores do mundo. Pensava mesmo que tudo seria para sempre. Achava que não precisaria fazer novas amizades, porque eles me bastavam. Mas as coisas mudaram. E como um amigo escreveu em seu blog, “a vida é cheia de esquinas, e nossos caminhos nem sempre são os mesmos”.
Hoje, na minha busca pelo novo, acabei conhecendo novas pessoas. Levei um susto muito grande quando percebi que poderia me divertir tanto quanto ou até mais com meus novos amigos do que com aquela velha turma. Dela, vejo que sobraram algumas pessoas, e não me considero mais membro, e sim, amiga de alguns individualmente. E os que ficaram eu sinto muita falta e tenho medo de perde-los também. Mas acredito na amizade verdadeira, aquela que não precisa de uma rotina, que mesmo a longas distâncias permanece viva, que fica e cresce em cada um de nós ao longo dos anos.
Há algum tempo atrás, me perguntei por que perdi tantos amigos no meio do caminho, o que eu ou eles teríamos feito ou falado de errado. Percebi que não existem respostas, porque não existem culpados, afinal, infelizmente, amigos vêm e vão, é a lei natural das coisas. Mas todos sempre terão grande importância em nossas vidas, pois compartilham conosco histórias, lembranças, saudades e lições.
É fundamental entender que não se deve comparar nada pelo tempo vivido, que a intensidade dos momentos são muito mais importantes do que os anos que se passaram. Não devemos nos limitar àquilo que conhecemos só porque nos dá uma certa segurança. Buscar novas sensações, novos lugares, novas pessoas, novos amigos, novos caminhos... é fundamental.
É clichê, eu sei... mas quer uma dica? Se joga!
