De repente a gravidade que nos fixa a Terra ganha um peso maior do que estamos acostumados a agüentar, como se nos empurrasse para baixo com o propósito de ver a gente caído no chão. A luz do sol que sempre nos iluminou e aqueceu, começa a nos queimar e seus raios se tornam cada vez mais perigosos. A brisa que nos refrescava todas as manhãs torna-se quase um tufão, daqueles que destroem tudo por onde passam, arrastando e machucando as pessoas que encontram no caminho.
Odeio quando meu mundo resolve inovar e ao invés de girar faz sucessivos saltos do tipo “duplo twist carpado”, muda o sentido e a velocidade de sua rotação me deixando completamente desnorteada. É como se eu fosse apenas uma espectadora da minha vida, sem ao menos participar de seus bastidores. Quero ter total controle sobre ela: ser roteirista, diretora e protagonista de tudo que viver. Não quero me contentar com pouco e aceitar tudo sem questionamento. Não vou me render sem antes mostrar todo o meu potencial.
Eu não quero atrair a compaixão dos outros, a mocinha da minha história não terá coisa alguma de sofredora, será do tipo guerreira que escolhe seu caminho e enfrenta todos os seus obstáculos.
Admito que hoje AINDA não sou assim, mas no meu dia-a-dia busco formas e ferramentas para me auxiliarem nessa transição. Visando esse objetivo, estou mudando. Conto com a ajuda e a sinceridade do tempo. É ele que nos pega pelo braço e nos mostra como as coisas realmente são, só não enxerga quem não quer ver. Nosso crescimento ultrapassa as medidas do corpo, atinge nossa alma, conquista nossas mentes e nos impulsiona a sermos (ou pelo menos, tentar ser) uma pessoa melhor a cada dia que passa. Amadurecemos. A gente aprende que às vezes é necessário alguns dias de tristeza para outros muitos de felicidade. Aprende a sorrir mesmo quando o que mais queremos é chorar. Aprendemos que não adianta ficar nos lamentando pelo que não dissemos, não fizemos, ou pelo que não deu certo. O mundo não se ajusta às nossas necessidades, somos nós quem devemos nos adaptar a ele.
Mais árduo do que aceitar que a vida não é um conto de fadas, é conseguir dar um rumo a ela e cumprir tudo o que programamos. Afinal, é fácil estipular metas e fazer planos, difícil é tira-los dos nossos sonhos e coloca-los num lugar chamado realidade.