Ciclo.

Há tempos não escrevo no blog. Não que eu tenha me esquecido dele ou perdido a vontade de escrever. Na verdade, vontade eu até tive (e muita!), mas talvez tenham me faltado palavras, pensamentos ordenados, criatividade ou tudo isso junto, não sei dizer. Só sei que agora, aquela necessidade de passar para o papel aquilo que minha mente não conseguia decifrar, já era!
Ultimamente tenho lidado muito bem com meus conflitos. Bem verdade que eles continuam os mesmos, talvez até maiores e mais complicados, porém consegui encará-los melhor. Encará-los não. Acho que a expressão correta seria: aceitá-los. Afinal, há diferença. Você pode muito bem encarar um problema, mas continuar a temê-lo. Ficar imóvel diante dele exatamente por enxergar sua dimensão. Aí pronto. Você chora todos os dias antes de dormir, não quer sair de casa por falta de ânimo, come demais ou come de menos, enfim, tudo a sua volta fica ruim.
O bom de aceitar os problemas é que isso nos ajuda a superar essa fase difícil. Claro que as dificuldades permanecem ali, daquele jeito que você já conhece. As noites de choro continuam, mas são seguidas de dias felizes, com sorrisos empolgantes que te deixam até mais bonito. Pensar positivo, procurar ver além do problema, convencer-se de que no final tudo dará certo.
Comigo funciona assim, depois que o problema surge, sigo exatas três etapas:
1- Vítima. Não durmo, não saio de casa, me descabelo e me sinto a pessoa mais injustiçada do planeta.
2- Questionadora. Depois de muito sofrer, resolvo olhar a minha volta e percebo que nem de longe possuo os piores problemas do universo, me recomponho, ganho mais uma chance e me permito procurar a luz no fim do túnel.
3- Positiva. Aqui o problema não desaparece e nem ganho uma alegria instantânea. O que faço é dar menos importância aos meus problemas e tentar resolve-los da melhor maneira possível.
Se nada der certo, volto para a primeira etapa e completo o ciclo de novo, quantas vezes forem necessárias. Sofro, questiono, tenho esperança e me alegro. Sofro, questiono, tenho esperança e me alegro. Sofro, questiono, tenho esperança e me alegro. Sempre assim...!