Levei um tapa na cara e gostei. Foi a vida que me deu, ela disse para eu deixar de ser idiota e acordar para a minha realidade. Percebi que ela estava certa, acho que estou mesmo fazendo tudo errado. Preciso parar de reclamar tanto e fazer mais coisas por mim. Não posso dá tanta importância a problemas pequenos, nem me desgastar com a opinião alheia.
Admito que se eu pudesse parar o tempo e voltar atrás, não pensaria duas vezes, faria muita coisa diferente. Morro de inveja daqueles que não se arrependem de nada. Eu me arrependo de tanta coisa, principalmente no que diz respeito à negligência que sempre tive comigo. Não me arrependo de ter me preocupado e ajudado as outras pessoas, o que eu mudaria, nesse caso, seria a minha posição na minha lista de prioridades. Sem dúvidas, hoje, me colocaria lá em cima, no topo.
Nunca me disseram que antes de ajudar o próximo a gente precisa ajudar a si mesmo, por isso fui deixando as coisas acontecerem até aprender que eu também precisava da minha atenção. Precisei sentir falta daquele amor-próprio a ponto de sofrer muito, para, aí sim, perceber o quão negligente eu fui comigo mesma.
Só eu sei o quanto é difícil, de uma hora para outra, resolver mudar tudo. A vontade é enorme, mas o medo é ainda maior. É uma nova vida que eu terei que aprender a reger, sem manual de instruções, guia ou qualquer outro mecanismo para me orientar. Precisarei me enfrentar, me superar e acreditar em mim. Mas estou disposta a encarar essa aventura, não posso brincar com algo tão importante, quero me sentir realizada e fazer tudo certo.
Agora eu sei que focar na minha vida e fazer as coisas por mim, não é, de forma alguma, egoísmo. Isso se chama amor-próprio. Amar a si mesmo não é ser ególatra, é ser feliz. E eu quero muito ser feliz.
