Abandono.




Querido blog,

Primeiramente gostaria de te pedir desculpas por ter abandonado você por tanto tempo. Gosto muito de escrever, mas este não foi um bom ano para a minha criatividade.
Na verdade, pouca coisa mudou em minha vida e, provavelmente, tudo o que gostaria de dizer já está escrito em algum lugar por aqui.  Não queria parecer repetitiva e reclamar dos mesmos problemas, medos e inseguranças. Acho que você não precisa mais disso.
Este ano que passou foi muito difícil (nada de diferente dos anos anteriores). Houve dias em que eu estava muito triste, pensei até em escrever alguma coisa, mas estava cansada demais para isso.  Acho que minha idade mental está tomando conta do meu corpo. Meu espírito e mente são idosos e isso tem refletido em minha vida de forma negativa. Estou me sentindo constantemente cansada, tenho preguiça de pessoas e reclamo de tudo o tempo todo (não é de se espantar que eu esteja sozinha até hoje!).
Felizmente, também tive dias maravilhosos. Realizei um grande sonho de conhecer o exterior. Fui a Disney e a criança que ainda não foi morta pela velha que existe dentro de mim, se sentiu extremamente realizada e feliz. Também pensei em escrever algo na época, mas daí aquela questão do cansaço veio à tona novamente e, você sabe, acabei deixando para lá.
Foi um erro deixar você aqui sozinho, eu sei. Mas tenho que confessar uma coisa: estou te traindo. Comecei a usar uma agenda que ganhei de um amigo como diário. Não, eu não tenho 12 anos (até que eu gostaria de ter). Não tive um diário na adolescência e me dei o direito de ter um, mesmo que tardiamente.
Eu sei que ninguém lê o que escrevo aqui, mas há uma possibilidade remota de alguém que esteja navegando por aí leia os meus textos por curiosidade ou porque não tenha absolutamente nada de interessante para fazer. Querendo ou não a gente acaba se expondo demais e eu espero escrever aqui apenas textos que não falem dos meus problemas, pelo menos não explicitamente. Quero escrever no blog coisas mais alegres e incentivadoras, não quero mais ser essa pessoa negativa e baixo astral que tenho sido nesses longos anos de literatura depressiva. Vou deixar as tristezas e pensamentos negativos para o diário.

Vou literalmente abrir um parênteses aqui: (Eu realmente estou me sentindo uma idiota falando sobre diário, mas a verdade é que escrever nossos pensamentos aleatoriamente é algo maravilhoso. Uma ótima forma de desabafar sem precisar alugar os ouvidos dos amigos. É uma relação de cumplicidade com a gente mesmo, uma forma de autoconhecimento. Apesar de parecer algo idiota e infantil, eu recomendo).

Mais uma vez: desculpa! Prometo não te abandonar mais, tentarei escrever com mais frequência por aqui. 


beijos